Eu acho que simplesmente música e filmes poderão passar algo simplesmente com sua essência artística pra mim. Cada vez mais que vejo filmes que têm algum intuito pra ser fabricado - além dos dólares envolvidos no lucro - percebo que esquecemos de analisar o que fazemos no mundo. As músicas parecem-me mais verdadeiras a cada vez que as ouço - sabendo que parte delas não está escrito em português e muito menos em inglês, por exemplo a que ouço agora: Sigur Rós - Fljótavík. Mesmo sendo da islândia nada me impede de procurar o que eles cantam na gigante internet e saber que não é mais uma música que eu ouço igualmente nas rádios sabendo que não tem fundamentos na sua escrita.
Não tenho muito tempo pra escrever as coisas que estou pensando inteiramente em minha cabeça. Vou sair, se der continuo em outro post, mas mesmo assim vou começar aqui:
Percebi que as pessoas começam a ter nota de outras coisas que a rodeiam a partir do momento que não estão com elas, a perda é uma das únicas ferramentas de 'recuperação da presença' já que depois que não possuímos algo faze-se questão de ter o que se perdeu no mesmo momento.
O exemplo que havia dado no primeiro post é muito válido aqui. Se ao invés de seu amigo fosse seu pai, os esforços infinitamente grandes não seriam úteis para poder trazer seu pai de volta. A morte causa uma das piores coisa na vida de uma pessoa que está próxima do que já morreu, a morte causa a impressão de tudo estar acabado, inclusive a própria vida. A tristeza gigantesca toma conta desta pessoa e seguindo a seguinte linha de pensamento, ela fica com raiva das coisas, começa a culpas as coisas, tem medo que isso aconteça com os outros, fechando-se em um universo onde cada dia uma pessoa querida por parte dela pode morrer e esta idéia de tudo ficar se acabando dia-pós-dia, cria um dos problemas que a sociedade atualmente compreende como situação/problema de atendimento imediato: a depressão.
A pessoa mostra-se infeliz diretamente e parece que não há mais humor contido no corpo nem mesmo em alma. Tudo faz-se cinza, tudo faz-se apagado.
Mas se imaginássemos que acontecesse isso com todos, ao mesmo tempo, não veríamos que pra nós, todos seriam normais? Ao mesmo tempo que todos os loucos juntos acham que um normal ao meio deles é louco e o normal acha que todos são loucos.
O que estou tentando dizer é que a diversidade de humores e demonstração de 'vida' de cada um é diferente e não podemos dizer que uma pessoa está doente por estar depressiva - tecnicamente ela está doente, mas pensemos o inverso - se uma pessoa vivesse numa sociedade inteiramente triste, onde reinasse a infelicidade, o feliz não estaria doente? E com as mesmas forças de tratamento que seria usado no depressivo seriam usados nos demasiado alegres?
A tristeza parcial que disse no título do post é sobre o caso de as pessoas terem maus dias e a felicidade não estar presente em seus atos, o rendimento desta pessoa cai - comprovado medicamente isso.
Dei o exemplo de depressão acima para você que agora lê isto ter noção de como seria sua vida se você vivesse na segunda sociedade, onde tudo é infeliz. Já tentou imaginar isso? Tentou pensar que se estas pessoas são infelizes, são - possivelmente - pessimistas?
Se você for o caso de pessoa positiva pense pelo menos alguma vez que o pessimismo é muito mais preventivo que o 'pensamento positivo', embora ambos terem lados negativos.
Sério, depois eu continuo. É mais longo que eu pensava.
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