domingo, 17 de maio de 2009

ensaio de definições

Quem lê este blog pode notar a partir de hoje que ele tem um novo membro: Raphael. Tanto ele como eu vamos tentar, de uma maneira diferente, passar o que as coisas podem ser ao nosso ver. Minha visão é um tanto parecida com a dele, mas o estilo de escrita de ambos é diferente, vocês notarão.
O título que dei a este texto refere-se ao caso de definições. Nas verdade vejo muitas pessoas falando que tal coisa pode ser ou não algo, depende muito do que ela é. Alguém pode ser feliz ou trsite pelo jeito de ela passar isso, definimos triste aquele que contém e transfere tristeza e feliz o oposto, mas seria correto falar deste modo?
A necessidade humana de tabular as coisas pelo seu modo de existir é meio defeituoso, pois podemos achar falhas no nosso próprio sistema de definir.
Afinal, o que seria definição?
De acordo com o dicionário:
De.fi.ni.ção sf 1 Ação de definir¹. 2 Explicação precisa. 3 Decisão, resolução.

¹De.fi.nir vtd 1 Dar a definição de. 2 Determinar, fixar. vpr 3 Tomar uma resolução ou partido.

Eu nem sei ao certo, definição seria basicamente o ato de diferenciar as coisas e compará-las à outras de gênero parecido. Seria homem todo ser que nascer com sistema reprodutor masculino e por consequência ter o gênero masculino, mulher definiria-se pelo oposto sistema reprodutor e por consequência pertenceria ao gênero feminino.

Dá pra se notar que o dicionário em si cria um próprio looping se não acharmos uma saída, onde a primeira definição de definição é ação de definir e a primeira definição de definir é dar definição.
Na segunda definição de definição temos a saída: explicação precisa. Seríamos nós capazes de dar uma explicação precisa se nem nós, seres humanos, sabemos tudo?
Quando Demócrito definiu o átomo ele nem ao menos imaginava que aquilo que definiu tivesse camadas onde ficariam partículas de carga negativa. Portanto definição não seria algo imutável, seria proporcionalmente variável ao conhecimento dos seres humanos.
Conseguimos então dizer que não somos tão capazes de definir precisamente o que as coisas são, mas sim que somos capazes de definir as coisas até onde conseguimos definir. O limite vai se variando através de vivência.

O outro autor deste blog me disse hoje mesmo: Não podemos acreditar que tudo que está definido, realmente é. Além de a definição poder variar de acordo com o ponto de vista, nem tudo faz parte do mesmo grupo só por simplesmente existir.
O exemplo que ele disse foi o do ser humano. Não podemos dizer que algumas pessoas são seres humanos, já que a definição filosófica disso seria a de um ser que busca a verdade por meio de uma vida virtuosa.

Se olharmos por alguns ângulos, notamos que o ser humanos a partir do momento que começa a conhecer coisas novas, dá nomes. E se não fizéssemos isso? Tudo seria a mesma coisa ou seriam diferentes, mas com o mesmo nome? - já que não existiria isso. Palavras seriam ditas ou ouvidas no nosso dia?

Definição não pode ser tão subestimada quanto pensamos, as coisas são mais complexas que pensamos e não podemos mostrar indiferença à estas verdades.

Queria que pelo menos metade das pessoas que conheço pudesse algum dia pensar nisso e deixar de levar tudo em conta como se tivéssemos um livro que consegue todas as definições atualizas por todos os pontos. Se alguém achar este livro por favor me mostra.

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