Finalmente depois de algumas semanas, consegui escrever aqui de novo. Os problemas são horas, computadores incompatíveis e falta de inspiração - se bem que eu deveria pensar em como continuar o que eu comecei aqui.
Bom, voltando ao assunto e dando uma recapitulada rápida, eu falava sobre o caso de as pessoas tomarem o problema dos outros como próprios, se a sociedade fosse oposta a seu jeito emocional, fariam possíveis coisas pra tentar reverter o seu 'problema'. Eu tenho visto isto muito, bem explícito mesmo em cidades pequenas, onde algumas vezes nem você sabe se aquilo é uma sociedade de uma pequena cidade ou uma família que dominou um território. Todos falam sobre você, se você for alguém 'diferente' deles. Todos falam sobre sua família se sua cultura for oposta a deles.
Mas daí entra o principal problema: ONDE fica a liberdade unitária que Voltaire explica "Pode-se falar o que se quiser, mas cada um deve arcar com as consequências". Onde ficam os locais onde ninguém irá me incriminar por eu estar fazendo algo que vai defronte os valores deles? Onde posso eu dizer o que penso - tudo bem, existe a internet - sem os opositores me contradizerem e não saberem como argumentar porquê são contra?
A cada dia que eu quero tentar 'mudar' as coisas, seja tentando mostrar meu lado e procurar a vontade das pessoas em querer debater, vejo que as pessoas gradativamente saem de seu estado de preguiça mental e começando a dar ALGUNS motivos válidos para o debate, mas quando estamos quase lá vem o devido "Você é louco, fica com esses papos estranhos".
Acho que um pouco de filosofia na cabeça de cada um poderia ser o suficiente pra um pouco de debate - a proporcionalidade é válida.
Mas a variedade poderia ser anulada - pelo menos há a possibilidade -, ou pelo menos seriam criados grupos maiores de visão filsófica. Podem até os seres humanos de hoje em dia terem a filosofia que querem ter - é bom ressaltar que modo de levar a vida não é filosofia - e nem ao menos sabem que isso foi algum categorizada por um movimento filosófico.
Não poderia eu categorizar minha visão filosófica. Concordo com Platão e Kant - duas pessoas um tanto antagônicas. Com Nietzche e Tomás de Aquino - um diz Deus estar morto, outro é santo e por consequência faz parte da 'cúpula do Senhor'.
Mas esquecendo a filosofia de cada ser humano e olhando por um lado lógico: se todos nós temos liberdade, em algum ponto liberdades se encontram. Darei um exemplo prático:
Lá vou eu andando pela cidade, vazia, ruas e casas, e vem um cara na rua que eu estou andando, que por necessidade de dinheiro e falta de emprego, me assalta. Nada, momentaneamente falando, impede o indivíduo de sacar alguma arma, me ameaçar e por consequência levar meus pertences. Ele teve sua liberdade de poder fazer estas coisas.
Mas se eu tivesse algo pra reagir, uma arma de fogo e ao momento que ele vai embor eu disparo alguns tiros em sua direção e mato o indivíduo.
As duas liberdades se chocaram e causaram um problema. Daí eu diria que por isso as leis existem. Mas se pensarmos de um modo, as leis não são afirmações que ficam em um grande livro que ditam algumas regras e se as desrespeitarmos podemos sofrer algumas consequências. Se olharmos bem, as regras não são métodos de diminuir a faixa de liberdade que temos? E por um modo não teríamos medo de desrespeitá-las e por fim seríamos punidos?
A visão da 'justiça' pode ser comparada na famíla, a justiça como mãe e os filhos são os próprios habitantes. Existem sempre filhos que não a obedecem em contraponto dos que são eternamente - ou pelo menos quase - fiéis à obediência.
Seria meio irônico eu terminar dizendo que embora restritos temos liberdade - a colocação fica um tanto ambígua, pois assim termino:
Aproveitem o resto de suas liberdades - seja lá o que você achar que isto for -, não deixem de pensar que se você é um ser humano, você pode ser humano. E como na vida, não existem padrões, viva a sua liberdade.
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